Para médicos brasileiros
O que o Sallus faz pelo médico no Brasil — e o que ele não faz.
Duas perguntas chegam com frequência: aceita CRM brasileiro? e funciona em português? As duas respostas são sim, e valem uma explicação do que exatamente acontece. A terceira parte desta página é o que o Sallus não tem — e essa é a que raramente aparece publicada.
Sim, em português — e não só na interface
O Sallus responde em português brasileiro. Isso vale para a interface e para o texto das respostas: o sistema é instruído a responder em português, mantendo a nomenclatura internacional nos termos técnicos — denominação comum internacional dos fármacos, códigos de classificação, nomenclatura padronizada.
A escolha é deliberada, e é a que serve à conferência: você lê em português, e o nome do fármaco continua sendo o que aparece na literatura, na bula e no artigo que você vai abrir. Traduzir nomenclatura técnica quebraria justamente a ponte que faz a citação ser verificável.
Sim, CRM brasileiro — validado no registro do CFM
O cadastro de médico no Brasil exige CRM e UF, e não aceita a sua palavra sobre eles. O que acontece quando você se cadastra:
- O Sallus consulta o web service oficial do Conselho Federal de Medicina com o número e a UF informados.
- CRM não encontrado, cadastro recusado.
- Situação do registro diferente de regular, cadastro recusado — a mensagem informa qual é a situação encontrada.
- O nome da sua conta vem do registro do CFM, não do que foi digitado no formulário.
Esse último ponto é o que dá sentido aos outros três: o nome no seu perfil é o nome que consta no Conselho. A validação é feita no cadastro e a consulta ao registro tem validade curta em cache — um dia.
O registro do CFM também está disponível dentro da pesquisa: é uma das fontes que o Sallus consulta, então uma pergunta sobre a situação de registro de um médico é respondida a partir da consulta ao Conselho, não de memória.
Terminologia em português que chega à literatura em inglês
Este é o ponto mais concreto do "contexto brasileiro" e vale entender o mecanismo, porque ele resolve um problema real.
A literatura biomédica está indexada em inglês. Uma busca literal por um termo em português encontra pouco — e o que encontra tende a ser enviesado para o que foi publicado em português.
O Sallus usa o DeCS (Descritores em Ciências da Saúde, da BIREME/OPAS/OMS) para resolver isso: o termo que você escreveu em português é buscado no vocabulário, que devolve o descritor oficial e seus sinônimos. Esse descritor é então usado como termo indexado na consulta ao PubMed.
Na prática: você pergunta com a palavra que usa na consulta, e a busca acontece com o termo que a literatura usa para indexar aquele conceito. Você não precisa saber o termo em inglês, e não perde alcance por não sabê-lo.
Preços e compra
Os planos e pacotes são publicados em reais, e a assinatura pelo site ou pelo Android tem preço melhor do que pela Apple — porque nesses casos a compra não passa pela loja. O detalhe está na seção de planos, e o que o plano gratuito entrega, em Plano gratuito.
O que o Sallus NÃO tem no contexto brasileiro
Aqui é onde a maior parte das ferramentas fica vaga. Nós preferimos ser específicos, porque um médico que descobre o limite no meio de uma pesquisa perde mais tempo do que um que já sabia.
- Não há integração com protocolos do SUS, PCDT ou CONITEC. Essas bases não são consultadas — nem em parte, nem indiretamente. Se a sua pergunta é "o que diz o PCDT sobre isso", o Sallus não é a ferramenta.
- Não há integração com sociedades médicas brasileiras. Diretrizes de sociedades nacionais aparecem apenas quando foram publicadas em revista e indexadas na literatura — como qualquer outro artigo, e não como base consultada à parte.
- As bulas são as do DailyMed, da FDA americana — não as da ANVISA. Isso tem consequência clínica direta: dose aprovada, indicação registrada, apresentação disponível e restrições de uso podem divergir do registro brasileiro. Quando a resposta trata de posologia ou indicação aprovada, esse é o universo de referência, e vale conferir contra a bula brasileira.
- Não há informação de disponibilidade, preço ou cobertura de medicamento no Brasil. Nada sobre RENAME, lista de alto custo, cobertura de operadora ou padronização hospitalar.
Nenhum desses limites é acidente de implementação a ser corrigido em silêncio: eles estão declarados em Fontes e em Limitações desde que essas páginas existem, e é assim que continuam.
Onde o Sallus é útil para você
Somando o que existe e descontando o que não existe, sobra um escopo nítido — e ele cobre boa parte da pesquisa de consultório:
- A literatura primária sobre uma conduta, com o caminho de volta a cada estudo.
- O que está registrado sobre um fármaco na base americana, incluindo interações e restrições descritas ali.
- Que ensaios clínicos existem sobre um tema, com status e fase — nunca apresentados como recomendação.
- Uma pergunta feita em português alcançando a literatura indexada em inglês, sem você traduzir termo por termo.
- Verificação profissional na porta de entrada, o que faz de você um par no que está sendo respondido: o conteúdo é escrito para médico, não para leigo.
O que fica de fora é igualmente nítido: diretriz brasileira oficial, cobertura do SUS e bula da ANVISA continuam sendo consulta sua, na fonte primária.
Antes de confiar em qualquer resposta
Vale para o Sallus e para qualquer ferramenta: confira a fonte. Cada afirmação sai com o identificador — PMID, DOI ou registro do ensaio — e o passo a passo para conferir em dois cliques está em Pesquisa médica com fontes.
O Sallus é apoio à pesquisa científica: não emite diagnóstico, não prescreve, não recomenda conduta para um caso específico e não substitui o seu julgamento clínico. O caminho completo de uma pergunta está em Metodologia.