Metodologia
Como o Sallus transforma uma pergunta clínica em uma resposta com fontes ao lado.
Esta página descreve o funcionamento real do sistema. Ela existe para que você possa julgar as respostas do Sallus com o mesmo critério que aplicaria a qualquer outra ferramenta de pesquisa.
O caminho de uma pergunta
1. A pergunta é roteada para uma especialidade
Antes de responder, o Sallus classifica a pergunta em uma especialidade médica. A classificação combina correspondência por palavras-chave com um classificador de linguagem, e usa o contexto da conversa quando a pergunta é curta ou ambígua. As especialidades disponíveis são configuráveis e crescem a cada ciclo; quando não é possível determinar a área, a pergunta é atendida por um agente de clínica médica de retaguarda.
O roteamento muda quais fontes tendem a ser priorizadas e como a resposta é organizada — não muda as regras de citação, que valem para todas as especialidades.
2. Consultar fontes não é opcional
O Sallus é instruído a consultar pelo menos uma fonte em toda resposta sobre tema médico, inclusive em perguntas de acompanhamento em que já existe contexto na conversa. Responder sem consultar é tratado como resposta inválida pelo próprio sistema.
Na prática: o que você lê não é a memória de um modelo sobre o assunto, e sim o que foi recuperado das bases no momento da pergunta.
3. As fontes são consultadas nas APIs oficiais
São sete integrações, cada uma com um papel distinto — literatura, ensaios clínicos, bulas, nomenclatura de medicamentos, conceitos, terminologia em português e registro profissional. O detalhe de cada uma está em Fontes.
4. Identificadores vêm do resultado, nunca da imaginação
Três regras governam as citações:
- Não inventar. O sistema é proibido de fabricar citações, PMIDs, DOIs ou nomes de estudos. Quando não encontra evidência, a instrução é dizer que não encontrou nas fontes consultadas — não preencher a lacuna.
- Não reproduzir. Abstracts, figuras, tabelas e trechos longos não são copiados. O conteúdo é parafraseado e a fonte é citada pelo identificador (DOI/PMID).
- Identificar o desenho. Ao apresentar um artigo, a instrução inclui desenho do estudo, tamanho de amostra quando disponível no abstract, achados principais e o identificador — para você poder ir à fonte.
Essas regras reduzem a chance de citação inventada; elas não a eliminam. Nenhuma ferramenta de IA é infalível, e é por isso que cada afirmação vem com o caminho de volta à origem. Confira a fonte antes de decisões clínicas.
5. Ensaios clínicos têm tratamento separado
Resultados do ClinicalTrials.gov nunca são apresentados como recomendação. A instrução exige contextualizar como estudo registrado, em andamento ou concluído, informando status e fase, e deixar explícito que ensaio clínico não equivale a aprovação regulatória nem a prática estabelecida.
6. Parte das respostas pode vir de cache
Consultas às fontes são armazenadas por um período que varia conforme a velocidade com que cada base muda:
| Fonte | Validade do cache |
|---|---|
| DeCS e UMLS (vocabulários) | 180 dias |
| RxNorm e DailyMed (medicamentos e bulas) | 30 dias |
| PubMed (literatura) | 7 dias |
| ClinicalTrials.gov (ensaios) | 3 dias |
| CFM (registro profissional) | 1 dia |
A consequência prática é honesta de declarar: uma publicação muito recente pode ainda não aparecer, dentro da janela da fonte correspondente.
Perguntas que aparentam conter dados de um paciente específico — menções a prontuário, exame, laudo, resultado, ou construções como "meu paciente" — são excluídas do cache de respostas por regra explícita.
7. O que "contexto brasileiro" significa aqui
Duas coisas concretas, e apenas essas duas:
- DeCS (BIREME/OPAS/OMS) para terminologia em português, com sinônimos e descritores oficiais.
- CFM para consulta ao registro profissional brasileiro.
O Sallus não consulta PCDT, CONITEC ou protocolos do SUS: essas integrações não existem no sistema. As bulas consultadas são as do DailyMed (FDA, Estados Unidos) — não as bulas da ANVISA. Quando a resposta trata de posologia ou indicação, esse é o universo de referência.
8. O que a metodologia não promete
O Sallus é apoio à pesquisa científica. Não emite diagnóstico, não prescreve e não recomenda conduta individual — e não substitui o seu julgamento clínico. As fronteiras estão descritas em Limitações.
Revisão desta página
Esta descrição é mantida junto do código: quando o comportamento do sistema muda, esta página muda no mesmo release.