Limitações
O que o Sallus não faz — e o que isso significa na sua rotina.
Uma ferramenta de pesquisa só é confiável se as fronteiras dela forem explícitas. Esta página é curta de propósito.
Não substitui o julgamento clínico
O Sallus é apoio à pesquisa científica. Por regra do sistema, ele não emite diagnóstico, não prescreve, não sugere alterar ou interromper tratamentos em curso, não interpreta exames de um paciente específico e não faz triagem de sintomas.
Toda resposta que menciona medicamento, posologia, tratamento ou conduta sai acompanhada da ressalva de que a informação é literatura, não decisão — e de que o contexto clínico individual é seu.
Consequência prática: o Sallus não é ferramenta de emergência. Um caso agudo à sua frente não é um caso de pesquisa bibliográfica.
Nenhuma ferramenta de IA é infalível
As respostas são geradas por inteligência artificial. O sistema é instruído a não fabricar citações, PMIDs, DOIs ou nomes de estudos, e a dizer explicitamente quando não encontrou evidência nas fontes consultadas.
Essas regras reduzem a chance de erro — não a eliminam. É exatamente por isso que cada afirmação vem com o identificador da fonte: confira a origem antes de qualquer decisão clínica. As citações existem para serem conferidas, não para dispensar a conferência.
A cobertura tem limites conhecidos
O Sallus responde a partir de sete bases públicas, e só delas. Três limites merecem destaque:
- As bulas são as da FDA, via DailyMed — não as da ANVISA. Dose e indicação aprovada podem divergir do registro brasileiro.
- Não há integração com PCDT, CONITEC ou protocolos do SUS. Diretrizes brasileiras aparecem apenas se publicadas e indexadas na literatura.
- Consultas ficam em cache por uma janela de 1 a 180 dias conforme a fonte, então uma publicação muito recente pode ainda não aparecer.
O papel de cada base e a fronteira de cada uma estão em Fontes; o caminho completo de uma pergunta está em Metodologia.
Restrições de uso
- Acesso exclusivo para médicos com registro profissional verificado. O Sallus não é ferramenta de orientação ao paciente e não foi desenhado para leigos.
- Não insira dados que identifiquem pacientes. O sistema é desenhado para pesquisa científica: não solicita nem precisa desses dados para responder. O que deixar de fora e como reformular a pergunta estão em Segurança e privacidade.
- Fora do domínio médico, não responde. Perguntas sobre outros assuntos são recusadas por regra.
- Não gera documentos com aparência de validade oficial — laudos, atestados, receitas.
- Não faz propaganda nem emite opinião. Comparações entre opções terapêuticas se apoiam em estudos publicados, não em preferência; o sistema é instruído a manter neutralidade e a não usar linguagem promocional.
Quando o Sallus é útil
Quando a pergunta é de pesquisa: o que a literatura publicada diz, qual a evidência por trás de uma conduta, o que está registrado sobre um medicamento, que ensaios existem sobre um tema. Nesses casos você recebe a resposta com o caminho de volta a cada fonte — e decide você.